quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Aos que partiram para outros mares

Muito cedo aprendi
Que a vida me traria
(como as ondas do mar)
Que a vida levaria
(como as ondas do mar)
  ... olhares
...calores
... odores
... dissabores


Minha alma  salgada
de lágrimas
que não choro:
náufraga de saudades!

Sentada no cais
Abraçada aos joelhos
Artrosos da vida
Aceno invisível
Aos que partem
Partindo-me em mil

 O vento da maresia
O cheiro da água inquieta
O barco sumindo no horizonte
Tudo isso aprendi a aceitar
(não sem revolta,
Não sem tormenta...)

E, quando tudo se transforma,
sozinha no Píer,
invento uma dança
sem música
e bailo inconsequente
sentindo me só
(em meio a imensidão do céu e do oceano).
Só, mas intensamente viva,
e  
    maravilhada
   por
        sentir...

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