quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Atéia

peco contra ti
deus social
através de minha
gargalhada incontida
firo-te com meu
desejo de vida
sangro-te o ego
com minha
paixão imedida
assexuadamente
me apaixono
em um instante
incontavelmente.
bebo vinho
leio poesia
amo boemia…
não calo a boca
e isto te põe louca
sociedade tribal
tua veste sacra
cravada de ouro
não admite
minha nudez espiritual
ou esta liberdade
de chorar e rir
de pular do edifício e
voar dentro de mim
tomas como
ofensa pessoal,
e então acorrenta-me
e fere-me
com suas correntes
tecidas e torcidas
de intrigas
que plantais no coração de
seus fiéis.
bem, eu te maldigo,
deus social,
maldigo tua injustiça
teu pré-conceito,
maldigo a mim e
ao inferno que me condeno
(e mesmo condenada,
não lhe temo)

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