quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Capitalista

disperso-me
no submundo
disposto
entre vermes
me enquadro
em gráficos e
ideogramas...
me faço confesso
de todo pecado
me torno culpado
de todos os crimes
"comemos a maçã"
e por ela mastigamos
e regurgitamos,
uma eterna ânsia
adormecida
dos cacos do
que você chamaria de
consciência
roubo o açúcar
para espumar o café
e bebo
através da fenda
partida na xícara
(é por onde sangro)
pateticamente,
suturo com tinta
as abertas feridas
de meu ventre inchado...
S E N T A D O
sou
a
imagem
do
C A O S

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