quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

eu

Não tenho febre
embora
arda algo
dentro de mim.

O fogo que consome
a minha carne
expõe o horror
da realidade
de não ter patrão

O que eu sou
já foi luz
mas se apagou

Filha do caos e
 da escuridão
caminho insone
na multidão

E no meu timbre
não há voz
Rosa e tigre
algo feroz
que se define
sem me definir

O que me oprime
é o teu pavor
Sobre eu ser assim
Nunca ao seu dispor...

O que eu sou
não tem dimensão...
Não meça com régua
o meu coração
Não conte meus passos
eu posso voar
Não trace minha rota
vou me desviar

A liberdade arde dentro de mim
amo me ver queimar

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