quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Labirinto

Eu caminho por onde

me guia o coração
Cega a razão, titubeio
entre os conceitos sobrepostos
Tateando paredes e barreiras
que cerceiam meus desejos
mais profundos
Busco a liberdade
em um labirinto
que se impõe indecifrável
Eu também, dentro de mim,
construo muros
Algo que possa proteger a
pequena e frágil chama
que carrego
(tarefa árdua
num mundo
repleto de tempestades)
Meu coração
intenso e fraco 
trêmula
Sangrando por suas
inúmeras feridas
que infrinjo
Não sei ser
sem ser intensa
Não consigo estar
sem ser perdida
Busco, mas
não sei
se me encontro
Procuro, porém
pode ser que enlouqueça
Na hora que passa
tudo passa,
eu findo

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