quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Microcosmo

Labutas pelas veredas
sem as mãos calejar...
E ouves uma corneta,
é o tempo a lhe chamar.
Não vives, apenas tecla.
O sol, não vês brilhar.
Será tua vida uma tecla
que você tem que apertar?
Os olhos quase sem brilho
estrelas não vão tocar.
A tela é teu destino.
Navegas sem ancorar...
E o mundo vai girando
não espera ninguém acordar.
As horas se extinguindo,
num delete tudo vai findar.
Tuas raízes perpetraram
no submundo da tecnologia
Vendas lhe colocaram,
tiraram-lhe as fantasias
Agora és um robô.
Não precisas mais de ninguém:
Não sofres decepções,
mas carinho virtual faz bem?

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