quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O FARAÓ E A ESFINGE

meus olhos são faróis
perdidos no cais
de uma ilha.
naufraga é minha alma
perdida na ausência de paz
trago raios e trovões
sou maremoto
trago lavas e vulcões
sou terremoto
nem sempre sorrio assim,
ás vezes engano até a mim...
e atravessando as águas turvas
nas madrugadas insones
desafio-te como a pirâmide:
"decifra-me ou devoro-te"
devoro-te com sede felina,
desafio-te como ulisses a poseidon
a navegar por minhas cidades
mitológicas,
a enfrentar criaturas fantásticas
que habitam minha essência,
desafio-te com minha sexualidade utópica
a um duelo de honra...
reages com coragem
me encaras
ninguém desvendou meus enigmas
todos me descrevem de forma obsoleta
e tu, talvez, me compreenda...
por isso, posso te amar

Nenhum comentário: