quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Vazios

Noite vazias.Ideais medíocres:
nós as marionetes ocas, carcomidas de cupins.
Que inutilidade é nosso ser!
As cordinhas que nos movem recebem, hipocritamente, o nome de liberdade.
Ninguém é livre!
Somos pássaros estúpidos que mal sabem cantar.
Somos a indecência do que se chama humanidade.
Deveríamos assinar hipocrisia quando escrevêssemos nossos nomes.
Marionetes da sociedade, marionetes do capitalismo...
Grandes mentirosos: somos excremento infértil.
Que segurança temos?
Nossa existência é fina como cristal e cuspimos superioridade pelos cantos espumosos da boca.
Somos nada neste Mundo! Um nada tão vazio que assusta, então preenchemos o nada de futilidades para mostramos “ser alguém”:
grande político,
grande escritor,
grande empresário,
grande modelo,
grande merda!
Somos alimentos de vermes.

Somos carne podre e mal cheirosa, não importa o guão caro seja o nosso perfume.
Vivemos rindo, na certeza da morte, profetizado a existência de um Paraíso Perdido...
Não tenho mais tempo, também não tenho mais medo.
Só carrego cansaço.
Um cansaço pesado ao tentar compreender o nada, a abstração, a complexidade e, principalmente, o vazio.
Seria estranho morrer, porque acho que não sentiria dor. Creio que seria algo tão simples como abrir um presente de natal. Não sei direito porque tudo parece tão complicado, pois seria tão prazeroso dizer adeus e dormir...

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