domingo, 17 de julho de 2016

As belas que me perdoem

Pollyana se ao menos eu tivesse
Esse seu otimismo adolescente
E sorrisse eternamente
O seu jogo do contente.

Ou pudesse eu enxergasse
De maneira diferente
Como sempre docemente
Cecília vê a gente

Cavalgasse eu velozmente
Com espada flamejante
Como Joana triunfante
Repleta de dons fascinantes

Houve um gênio, Vinícius
Que perdão as feias pediu
"Mas beleza é fundamental"
Desculpas sou eu quem pede
Por faltar-me o essencial

Quem sabe a pena de Assis
Brindasse-me com o sexy mistério,
Que enlouqueceu Betinho,
 O olhar de Capitu?

Mas que olhos de ressaca,
Meus olhos não mistificam nada.
Talvez eu seja apenas Beauvoir
E nada possa me definir.

Tanta mulher descrita
Em nossa história machista
                      Como bem amada ou aflita
                                                    Musa, doce donzela,
                                                  Cristã guerreira
                                                                   Sempre belas!
Nenhuma me representa...
 Sou mais eu, que todas elas...
Angel





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