domingo, 17 de julho de 2016

Borboleta




Cá estou em um dia que não gosto em uma vida que não quero
Por ter muito pelo que chorar
Qualquer coisa me faz sorrir
Como se eu tivesse que aproveitar cada sorriso
E meu corpo trasmuda em plena fase de transição
Uma casca sufocante me encobre
Meu olhar cansado quer se apagar
O vento lá fora clama por mudanças
E a lua trocará de fase ainda esta noite
Sinto algo se movendo dentro de mim
São minhas asas rompendo a estranha pele que me envolve
Tento conter esta mutação
Meu grito é mudo
Meus olhos são cegos
E a energia flui em uma corrente contínua
Nada além deste nascimento
Nada além desta quase morte
O casulo se rompe
Movimento-me com certo temor,
Mas também uma estranha excitação
Pois não sou o que era
Sou agora o que me tornei
Não era isso que eu queria
Parece que esta tudo bem...


Angel

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