domingo, 17 de julho de 2016

Centros urbanos

Irei pouco a pouco
Cair nas profundezas de
Espaços vazios
Buracos negros
Erguerei  inutilmente
Meus braços e
Repentinamente
Perceberei:
Giro inútil no nada!

Iceberg 
Dos trópicos
É isso que sou
Alguém que perdeu a
Liberdade de ser

Viverei sem sorrir
Amarei com receio
Zumbirei no silêncio
Odiarei ser assim

Todavia
Eternamente
Manterei
O olha no chão
Solitário

Querendo
Urgentemente
Esquecer

Mas sem coragem
Usarei a artificialidade
Dopando meus sentidos
Até o fim
Rumarei ao nada



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