domingo, 17 de julho de 2016

Culpada

O absurdo do mundo
Ecoa
Retumba
Ressoa
Em mim 
resta-me ausência 
Do meu eu
Surda a morte
Me ronda
Minhas mãos estão frias
Quero me lavar.
Me livrar destas
 lembranças,
Dos pensamentos
 desgovernados

Quais são meus crimes?
Por que estou acorrentado?

Trago no peito carinho
E saudades intensa de tudo
Até deste mundo absurdo

Presa a melancolia
Quem me abraçaria?
Quem me  toca morre
Porque a morte me segue
Ela é uma amante possessiva
A cada esquina
Vejo sua face sombria
Sem riso; somente medo

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