segunda-feira, 18 de julho de 2016

Insônia

Fecho meus olhos para dormir
Assim me tranco em mim.
Vozes estranhas vem me buscar
Elas me levam sempre ao mesmo lugar
Rios de águas sujas
Correntezas famintas
A me devorar
Atravesso sempre a mesma ponte
Sinto sempre o mesmo medo
Nunca sei onde vou chegar
O pânico de afundar lentamente
Não há ninguém para me salvar
Não há mocinhos ou vilões
Tudo é meu medo. Tudo solidão.
Por mim, nunca dormiria...

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