domingo, 24 de julho de 2016

Julgamento

Queria dizer adeus sem remorsos
Sem tropeçar nas palavras
Ou nas lágrimas
Queria não magoar ou
Sair magoada
Mas este sentimento esta vivo
Então, como dizer adeus
Se vejo, dentro dos olhos,
Uma ferida maculado a alegria?
Me tornei uma assassina
Matei sua alma sem piedade
Me sinto culpada...
"Por minha culpa, minha tão
Grande culpa"
Confesso que não tive coragem
De me entregar ao amor
Não, não quero advogados,
Não vou tentar me defender
Quero ser congelada, pois
Me neguei a aceitar seu calor
Quero ensurdecer, pois
Não acreditei em suas promessas 
Quero me cegar, pois só enxerguei
Problemas. Nunca nosso amor
E o grande martelo da justiça soou:
C o n d e n a d a !
Condenada ao medo de viver
Condenada ao vazio interior
Condenada a ter pena de si mesma

Baixei meu olhar ao chão
E ele se encheu de lodo

Eu queria dizer adeus, mas
Não consigo
Meu corpo não quer
Meu coração não quer
E, no entanto, seria tão 
Razoável..
Se é certo por que dói?
Uma cruz a ser carregada
Uma lágrima a ser chorada

O adeus não é dito, mas
Os dois corações se afastam
Dilacerados...
E, pelo resto da vida,
Ouço os sons das correntes
Sendo atrastadas pelo
Fantasma daquele amor


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