domingo, 24 de julho de 2016

Lenda



Por sob a muralha das lendas
Acima da lei dos mortais
Queimei a mortalha nas cinzas
Pintei de verde os murais

Corri para além de mim
Alcancei o inferno de Dante
E olhando através dos portais
Não vi nada, como via antes

E o inferno que pos-se em mim
Ardendo em chama incessante
Queimou a alma em rima e
A consciência restante

Nas brumas da madrugada
Num céu vazio e oculto
Restou apenas o instante

Roendo as folhas do tempo
O verme se entre rolou
Dormindo, parado em seu ventre
O constante se transformou

Voando por sobre as muralhas
Sua vida virou uma lenda:
Um amor que venceu a mortalha
E reviveu de suas cinzas

Angel




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