segunda-feira, 25 de julho de 2016

Paixões

Ousaste penetrar em meu templo interior
Ousaste agarrar-te ao meu coração, a envolvê-lo
Tiraste-me  o sono precioso
Escheste-me de pensamentos conturbados...
Ouço teus passos molhados dentro da noite
Temo abrir a janela. Temo que entre
Temo que cubra-me de beijos úmidos, que me ame, que me invada, que me profane!
Abro os braços e grito, mas ele desfalece num sussurro quase nulo.
Fecho meus olhos, cansada e quase sem saber se estou adormecendo ou morrendo...
Mas meus olhos insistem em se abrir quando nasce o novo dia. E o teu gosto não sai da minha boca enquanto não me levanto da cama.
Procuro controlar meus gestos, me esforço para conter essa loucura.
Em meus pensamentos ouço apenas teu coração pulsando e minha respiração acompanha a tua...
Não sei em que direção olhar, minha alma te procura em meio a multidão confusa. E cheia de solidão se esvai em prantos quando mais um dia passe sem que você chegue ou passe, sem que me enlace, sem que algo comece...
A noite chega e me cobre com seu manto de profanação e magia. Meu quarto se torna uma camara de tortura onde amargo cada passo errado.
Até que ouço novamente seus passos e minha alma foge de mansinho para encontrar a tua
Retornando sempre ao amanhecer  
Amargurada por não estar contigo ou por simplesmente não morrer de amor.


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