segunda-feira, 25 de julho de 2016

Vida

A gente vive meio assim
correndo para chegar
sem se perguntar aonde quer ir
(Assumimos nosso destino,
mas em algum momento,
ligamos o botão automático
e paramos de ter consciência
da vida que levamos).
Nem sempre
(E quase nunca)
é do jeito que gente sonhou,
mas não é por isso
que somos obrigados
a assassinar os Dom Quixotes
que nos habitam.
Isso deveria ser considerado
crime hediondo
pela sociedade...
Nos embrutecemos,
emburrecemos,
entristecemos.
Nos transformamos em rosas
que vão murchando,
cada vez mais cedo, e que
continuam caminhando
com maletinhas para lá
para cá...
Compramos perfumes caros,
Para disfarçar o fato de que
estamos apodrecendo...
E apodrecemos porque
carregamos na alma
muitos cadáveres de sonhos...
E buscamos uma perfeição
física impossível para tentar esconder
nosso espírito, cada vez mais
imundo.
Por conta da culpa dos assassinatos
Por conta dos corpos putrefatos
Por conta do medo.
É tarde! É urgente! É assustador!
Mas a vida está aí fora...
E ela é bem maior do que imaginamos!
Não se importa com nossos
pequenos pesares...
Ela está sempre acontecendo!
Não se importa com o quão caro
são nossos relógios...
Ela urge!
Talvez as únicas coisas que espere é que
se mantenha um pouco de dignidade de lutar
por seus sonhos e ideais e que estes sejam algo
maior do que metas materiais.
Acredito que a vida é meio romântica...
Ela quer que, ás vezes, a gente segure sua mão
Que encare seus olhos com suave paixão
E sugue de seus lábios adocicados toda sua essência.
Depois a gente pode voltar a correr, mas daí
talvez - e somente talvez- a gente possa estar
correndo para chegar em algum lugar.
(Maria Angela)

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