terça-feira, 23 de agosto de 2016

Tua

Tu chegas sem estar
E me toca, com teus dedos invisíveis
Minha respiração se altera
sentindo teu cheiro vagabundo
Quantas mulheres se deitam em ti
como eu estou deitando agora?
Tento não ceder
Tento não ser
Mas caio de quatro e me ajeito pro teu coito
Tu tudo incendeia:
Meus pensamentos, minha cama, meu corpo inteiro.
Me cheira safado.
Não  pede licença e me invade, me arromba.
Profana cada espaço.
Teu gosto me entorpece.
Não consigo negar tuas investidas.
Me abro inteira. Me rasgo. Me despedaço. 
Tu me devoras voraz.
Tem sede do meu suor.
Se extasia ao ver o sangue escorrer sob minha pele.
Eu ardendo. Eu chorando. Eu gozando.
Tentei não ser mais sou. 
Tu me doma. Me satisfaz.
Deixa teu cheiro de sexo no ar
e as lobas no cio te perseguem famintas...
Eu gozo, enquanto me mordo de ciúmes.
Eu gozo.
Tentei não ser, mas sou tua menina.
Perdida até que me chame.
Solitária até que me toques.
"Vou."
"Sou".
"E, sim..."

Angel


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