sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Não honrarei


Não honrarei as promessas
que fiz aos meus carrascos
Não sorrirei benevolente
Nem direi palavras que serão carícias
Quero ser maldita
Preciso ferir como fui ferida
Nunca ninguém me protegeu
Nunca tiveram piedade
Nunca me deram nada;
sempre suei e sangrei 
pra galgar cada degrau

Agora me pedem condescendência?
Fui forjada a ferro, fogo e traições
Tive o coração rasgado por vagabundos
A alma dilacerada por tiranos
O corpo corroído pela dor
...nenhum deus se apiedou

Hoje meus olhos se fixam 
num horizonte além;
meus joelhos não se
dobram a qualquer dor;
Abri a caixa de Pandora
e luto contra os demônios
que libertei.

Honro os guerreiros
que lutam ao meu lado
Honro minha insígnia
que é a poesia
Honro a espada que carrego
que é a palavra maldita
Nenhum homem
Nenhuma divindade

Somente eu a minha luta...

Angel



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