sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Prosinhas



Ela era tão solitária que podia ouvir o som de sua dor rangendo na madrugada.
E, naquele silêncio bucólico, espremia os olhos e as lágrimas ausentes escorriam invisíveis por suas olheiras e por sua pele pálida de defunta.
Seu corpo, em rigidez cadavérica não dormia, nem descansava simplesmente existia ereto, horizontal, sobre lençóis negros. Sem sonhos.

Angel

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