quinta-feira, 6 de outubro de 2016

apocalipse poético



que a Terra trema
pelo terror de minha tempestade
que sacudam-se as florestas e 
destrocem-se as cidades
ao clamor do meu silêncio
sou  alfa e ômega
princípio e fim
de mim mesma
sou a extinção iminente
o medo voraz
sou as nuvens escuras
que anunciam a grande tormenta
sou a rajada gélida
que parte a pele faz sangrar
sou a dor esquartejadora
que ninguém vê
mas todos sabem
alguns pressentem
e esse grito mordaz
que trema  Terra
sob minha agonia
que transbordem os mares
pelas minhas lágrimas
eu serei a grande prostituta
parindo perdição e caos.

 Angel