terça-feira, 22 de novembro de 2016

Sexo


 Tua espada me saúda
Em nosso reino-cama.
Eu, rainha conquistada
rendo-me a tua realeza
sobre-humana!
Cavaleiro de outras 
terras tão longínquas
os meus lençóis
 invade sem corar.
Tua lâmina penetra minha carne
e se derrama nosso gozo
no colchão...
Sangue e sêmen
se misturam
entre atos, na violenta
tara da paixão.
A coroa de espinhos
 me encobre floresce
de repente por tesão.
A batalha que travamos
já esta ganha na gana que os
 lábios têm de me sugar.
Reajo com a boca
 e te domino, sei agora
Que vais te entregar.
Mas de um nada tu  me atacas
bem felino e num golpe de poder
Me deita ao chão.
Me mordes, me devoras
Sem compaixão.
E ao final da guerra
O que nos sobra são
dois corpos exauridos
em combustão.

Angel.

Canibal



Hoje numa taça
Do mais fino cristal
Lhe servirei uma dose letal
De minha tristeza
Quero que beba-a
Até se fartar
(Ou enfadar)
Por isso vou deixar
A garrafa na mesa

Para saciar
Seu apetite voraz
Prometo me cortar
Em partes pequenas
Salgadas na lágrimas
Onde chorei sua ausência

Serei uma porção suculenta
Servida em bela bandeja
Enquanto bebe e come
Com garfo e faca
De prata nobre
Das dores que sinto
Eu finjo e minto
Um sorriso fugaz

(Poesia Canibal, de Angela)