terça-feira, 29 de novembro de 2016

Diálogo com a Musa

Não vá embora, sente-se aqui e me conte como foi o teu dia.
Faça alguns versos com as nossas dores enquanto bebemos duas xícaras de poesia preta e sem açúcar que é para curar a ressaca dessa nostalgia.
Fica um pouco mais poeta.
Não seja breve, quero-te eterno.
Ainda é cedo para a boemia...
Então, deixei-me recostar a cabeça em teu peito e ouvir bater este coração partido.

Angel.

Você

A escuridão me envolve feito serpente
Preciso de sua mão segurando a minha.
Sua voz rouca, me acalma
Eu sei, cresci em dor. Me viciei. Preciso dela para encarar meus demônios.
Então, me aconchegue em seus braços e me dê uma dose. Apenas mais uma. 
Dormirei tranquilamente.
(Estou cansada dos pesadelos)

Angel.

Você


Olhei você perdido no mar.
Um barco de papel em meio a tempestade.
Aconcheguei-lhe com carinho entre as mãos.
Desdobrei-lhe... Que surpresa; eras um poema!

Angel.