sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

De quatro

De quatro pra ti me coloco no ato
Assim que me olhas, me perco de mim
Somos dois safados, nos merecemos.
E nunca teremos qualquer perdão.
Te lambo vadia. Me comes glutão.
Não temos recatos, nem temos pudores.
Vivemos de amores como vivem de pão.
Gostamos assim, sendo diferentes de todas as gentes cheias de direção.
Nos damos na cama, no chão, na poesia,
pois nossa verdade é cheia de tesão.
Estamos sempre juntos, mesmo separados, fomos condenados a solidão.
E mesmo escravos do estarmos sós
 não há nada em nós além do nosso segredo

Angel

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