sábado, 21 de janeiro de 2017

Liberdade



As paredes do quarto
Retangulo planejado
Para me enjaular
Disfarçadamente aconchegantes
Para que eu me acostume
E me esqueça que sou selvagem

Minha alma, feito animal
Não se rende. Sou arredia.
Me debato até sangrar
Não aceito paliativos
Nas feridas que se abrem

Tenho asas longas
Que se ferem nas madrugadas
Solitárias...
-Será que ainda posso voar?
Penso, enxugando a lágrima
Que queima feito ácido
Em minha face.

Angel

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