domingo, 8 de janeiro de 2017

Me toma



Não quero que chegue de leve.
Não aceito beijos tímidos.
Preciso que me pegue de jeito e sem cuidados,
que me jogue na cama esfomeado.
Que me coma faminto lambuzando os lábios.
Quero que entre por todos o vãos sem pedir licença.
Arrombe as portas trancadas, me torne sua vadia privada.
Me tome como quem toma posse de um país pela guerra.
Enfie o mastro de tua bandeira sem castos pudores.
Me lamba, me beije, mastigue-me inteira. Não peça, ordene.


Angel


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