segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Minha



Enquanto você dorme escrevo-lhe estas linhas.
Nos conhecemos há muitas vidas ontem nos reencontramos.  Nossas almas se reconheceram assim que nos olhamos. Nossos corpos se desejaram assim que nos aproximamos.
Falamos de coisas bobas e rimos de coisas sérias. Tudo foi poesia regada a vinhos.
Arrastamo-nos pela brisa suave da madrugada para este quarto. Seu quarto. E fizemos amor com a intensidade de que só as almas gêmeas são capazes.
Você adormeceu, mas eu não consegui. Fiquei olhando para você nua, com gotículas brilhantes de suor sobre a pele alva.
Como lhe desejo. Como lhe amo.
Mas o que não me deixou dormir não é o amor que sinto, é a consciencia do adeus.
Sei que partirei agora e nunca mais nos veremos. Eu tenho minha vida e estou dilacerado de dor.
Adeus, poetisa. Não chore por mim, por favor. Não quero ser sua lágrima. Me torne sua poesia.
Eternamente teu cavalheiro embora seja seu vagabundo...

Angel

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