domingo, 8 de janeiro de 2017

Stigmata


Dores me atormentam o físico
E purificam a minha alma
sucumbo as chamas de meu flagelo
Renasço fênix de minhas cinzas

Em minhas mãos desabrocham
Estigmas como rosas carmim
Meus cabelos caem como 
Neve no inverno de minha alma

Todos me olham, mas
ninguém me vê sangrar
Minha alma exala no ar
essencia alecrim recem colhido

Estou em transformação
Morrendo em mim
Renascendo em mim

Um parto sujo e dolorido 
Nunca Eva do paraíso decadente
A poesia me rasgou ao meio
Dilacerou minhas entranhas

Não sou a mesma
Sou um ser mutante
Que agoniza vida
A purificada pela dor
A regurgitada pelos anjos
A poeta.

Angel.

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