segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Sumissão



Me insinuo, me entrego
Sou tua e ardo no inferno
De pertecer mais a ti que a mim
Não há em meu poema  um só verso
Que não seja o desespero
 desertico de te amar 
Sabendo que não és meu. 

Tens um coração puto.
Esta sempre por aí a roubar paixões.
Sei que vou me ferir
Eu sei
Eu sei que me sentirei 
a mais suja das criaturas.
Mas volto pra você toda 
vez que me chama

Pede que eu seja, enquanto não és.
Sangro desejo por ti
Me fodo em fogo e tesão
Enquando o que ganho
 de ti é desprezo e enganação.
Mas mesmo assim sou tua
O tempo todo e completamente.
Sou tua na poesia, na cama, 
na solidão (que nós dois carregamos escondida)

Angel

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