sábado, 4 de fevereiro de 2017

Balir



Digamos que eu parasse de falar de sexo
Que tirasse todos os "palavrões" dos meus versos. Que eles fossem apenas sobre dias ensolarados e céus estrelados.
Digamos, pois que minha poesia fosse hipócrita como essa gente que enche as igrejas... 
Digamos que eu sentasse de terno e gravata numa das cadeiras da ABL e sorrisse meu corega arrotando caviar
Digamos que...
Sinto.muito, essa não sou eu.
Sempre fui a ovelha negra. Bali profanação por todo lado.
Sei (bem sei) que ser livre assusta, mas nunca coube em nenhum cabresco. 
Por isso entendo Sartre ( condenados a sermos livres)...  Por isso compreendo Simone ( Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância).

Por isso não peço que ninguém me siga. Cada um tem seu próprio caminho.

Angel.

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