sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Machadiando




Trace teus traços poéticos
e trance tranças em mim...
Tu, Bentinho. 
Eu, Capitu.
Com a pena faça um poema
Rime seus versos.
Com meu spray rabiscarei
em muros uma canção 
sem métrica.
Rasgo o riso
Risco a reta
Tranque teus trecos num banco
e destrave as travas dos medos.
Tu, Casmurro mergulhado em
meus olhos de cigana obligua e
dissimulada.
Eu, com olhos de ressaca estrangulada
Por teus ciúmes e tua ingratidão.
Meça com metro as palavras
Escreva dicionarismos.
Meto com força nos versos
palavras que as fiz minhas.
dultera adulterei o sacro sagrado da Arte.
Mas eu peço que apedrejem-me os poetas que nunca gozaram dentro da poesia sem camisinha

Angel.

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