sábado, 25 de fevereiro de 2017

Oceanar

Sim, dou-me de corpo e alma e escancaro a nudez de meu eu para amores reais e imaginários. 
Minha versão pouco correta de fêmea causa indignação, curiosidade e ira. Mas quem irá compreender uma alma apaixonada e livre num tempo de liquidez e utilitarismo pungentes?
Desisti de buscar compreensão, quero apenas por versos em garrafas e lançá-los ao mar.
Talvez sereias profanas ou navegantes de outros tempos as encontre e possam beber e embriagar-se de minha poesia...

Angel

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