terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Sartreando



Você olha para mim
Como se fosse salvá-la
Seus olhos gritam sua solidão
Antes que a noite tenha fim
Preciso avisá-la
Sou eu a própria danação

Aquele que caminha delirante
Entre a loucura e a sanidade
Sou o perdido, o errante
Feito cavaleiro andante
Meio Quixote, meio Sade


Bailo indecifrável pelo salão
Ninguém jamais tocou
Este velho coração
Por isso vou rimando
Devassidão e castidade
como se passar pela vida
Fosse dançar num grande baile

Ah, menina! Preciso que saiba
Prezo com apreço a liberdade
E a ela eu vou lhe condenar
Mas, se mesmo sabendo disso tudo,
Ainda assim, quiser um beijo
Não desprezarei nosso desejo

Prometo guiá-la pela estrada da perdição
Dar-lhe ei a intensidade de uma noite
A dor do nunca mais e a sua alforria

Ah, menina! Você há de saber
(depois do nosso beijo)
O quanto vai valer
A dor e a delícia de se pertencer.

Angel

Nenhum comentário: