terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Soul poético

Queria fazer da poesia
Um blues
Um lamento musicalizado
Um chorinho, talvez.

A vida borboleta breve
Bate as asas leves
Ao ouvir-me nu.
Valsando no pandeiro das saudades

Passos trôpegos de felicidade
E olhos embaçados de amor.
Que venha a quarta-feira
Pago caro o custo desta vida
E não há SUS que cure minha ferida

Então fiz da poesia meu rock n'roll
Meus versos estridentes sons da guitarra
Não são pra qualquer um.

Desloquei meu pescoço num poema torto
E quase morto, sobrevivi
A morte dos cisnes e aos gritos da ópera
Pois sou malandra na forma e swing
E tanto me punham no ringue que eu aprendi a lutar.

Angel.

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