quinta-feira, 30 de março de 2017

Em Freud

Havia no inconsciente algo escondido
Manifestando-se em sonhos terríveis
Eu, menina nunca ouvida, levei a dor
Aquela dor grande escondida de mim.
Nos pesadelos ela virava um monstro
me tocando sem permissão...
E eu acordava chorando, coçando...
"É só um sonho", diziam
Sem amor próprio e permissiva
Entreguei-me a monstros reais
seus carinhos fugazes me afastaram
dos pesadelos...
Com o tempo os pesadelos sumiram
mas a dor do que sou não sara...
Ainda não lembro, embora suspeite.
Eu não sei, porem me condeno.
E condenada, eu me puno.
Me puno todos os dias.... Nunca será
o bastante.

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