quinta-feira, 6 de abril de 2017

Essencia



Eu mergulho toda noite no esquecimento.
 A escuridão mergulha em mim. 
Somos gêmeas siamesas. Nos completamos. Assustadora e perfeitamente. 
Não há espaço em meu ser onde eu não seja dor.
E gosto de estar perdida dentro de mim
Alguns anjos vieram me converter.
Pedi que saissem depressa, que trancassem a porta.
Então, os demônios entraram no vão das paredes. Mas não deixei que levassem minha alma.
Me rondam estes anjos. Me rondam demônios. 
Eu perdida que sou, mas tão consciente, grito: sou minha!
A morte ri do meu grito. Mas não vem. Sonda. Fareja e vai. Sempre volta, porém não me toca.
Enquanto fico permaneço garimpando essências. Poesia peneira. Poesia peneira. 
Vida miserável do garimpo. Vida miserável do poeta.

Angel.

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