quarta-feira, 12 de abril de 2017

Guerra




Me agachei moleca atrás de uma moite de sonhos e mijei nuvenzinhas cor-de-rosa na areia chão.
De saia de chita, tranças e pés descalços corri pelo mato selvagem do meu coração.
 Lacei sem corda um negro corcel - liberdade- que montei em pêlo sem olhar para os lados. Cavalguei, Amazona que sou, encarei combates. 
Levo entre dentes uma adaga bem afiada para cortar  amarras que possam me prender.
Depois de tantas andanças desfizeram-se as tranças, a saia rasgou-se em trapos e os pés são cascos endurecidos de tanto se usar.... 
Mas meu coração agora é relva macia e orvalhada. Minha mente fronteira a ser ultrapassada. Cavalgo a liberdade que habita dentro de mim....

Angel

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