sexta-feira, 19 de maio de 2017

abandono

Na taça suja da noite passada
Restou o champagne, agora quente
Rente a borda
Restou na mesa minha cabeça recostada e minha mente apagada pelo álcool
O corpo pende preso a cabeça vazia de sonhos.
O outro corpo, que dividia comigo a bebida e a noite, se foi.
Há somente ausência fria sobre a cadeira.
Quando despertar deste estado de não-sono, não haverão claras lembranças, apenas o sabor amargando a minha boca, do abandono.

Angel.

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