sexta-feira, 19 de maio de 2017

Corpos

Puxa meu corpo contra o teu
Preciso sentir teu calor
Rasga minha roupa, não há tempo para cerimônias.
Nosso amor tem fome de carne exposta.
Morda-me, pois hei de sangrar e beberás de mim.
Seremos então eternidade.
Tu, senhor absoluto, das trevas que me habitam.
Cheira minha carne quente. Excita -te ouvindo o meu coração batendo acelerado. Meu medo endurecendo teu membro.
Eu sinto teu desejo e tremo vadia, querendo.
Não diga nada, apenas exponha tua vontade. 

De joelhos no chão minha boca abocanha-te inteiro. 
Gruda as mãos no meu cabelo e geme, me deixa assim molhada, ajoelhada em puro êxtase e resignação na busca do teu gozo.
Senhor de mim, governa-me sem piedade. 

Me toma abruptamente postando-me de quatro, fincando-me fundo o mastro que há pouco eu sorvia com gosto. Balbucio um protesto prazeroso...
E enquanto estalam os teus tapas no meu lombo, cavalga-me.
Galopamos profanos o prazer absoluto da entrega sem pudores até que gozo escandalosa regada por teu leite, nosso deleite termina com corpos extenuados abraçados ao amor frente a lareira.


Angel

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