domingo, 7 de maio de 2017

Domingar


Amanhece e os sons da cidade acordam. 
Fecho as frestas da janela, preciso da escuridão.
 Hoje é domingo e não preciso ver o mundo. 
Cinco dias da semana me obrigo a saltar da cama e sobreviver. Hoje não saudarei ao sol. 
Habitarei a caverna não platônica, respirando solidão no ar e cheirando meus dedos com fluidos vaginais. Foda-se o resto.

Angel.

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