sexta-feira, 19 de maio de 2017

fotografia



Amo a flor que nasce em meio a espinhos.
Amo a pétala que trêmula sob a lua.
Amo a maciez aveludada da pele acariciada pelo orvalho e a ferocidade que lateja e rasga.
Amo teus olhos pousados sob a paisagem feito dois pássaros verdes assentados em fios.
Amo tuas voz musicada por nossos risos no final das tardes.
Temo e amo nossa utopia e desejo que se derrama sobre nós.
Amo ser arte e por ela sermos tão sós.
E amo o sol sob nossos dorsos nus enquanto trepamos na areia de uma praia deserta de padrões.
Amo a liberdade de ser totalmente tua, sem lhe pertencer. E vou ama, enquanto viver.


Angel

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