quinta-feira, 4 de maio de 2017

Lençol



Veja o tecido branco que me cobre
Perfeitamente tecido e estendido sobre meu corpo
Está limpeza e perfeição não me traduzem. 
Porque elas esconde a devassidão e dor que trago comigo.
A lâmina voraz é a poesia que eu finco com afinco em busca de libertação.
Vaza nos versos o sangue sujo, mancha De lá Mancha a branquidão.
Sim, Quixotesca. Imersa na escuridão que sou, me afogo.
É, assim em agonia e êxtase, que ouço a voz do  amor a chamar meu nome.
Dos farrapos do lençol eu faço o laço que me ata a você.
 Eu lhe curo. Você me salva. Enquanto nós nos comemos ao som de Marley sob a luz pálida da lua cheia..

Angel

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