sexta-feira, 19 de maio de 2017

sopro




Espero teu sopro leve em minha nuca. Arrepio-me vagabunda. Sinto teu calor recostando no meu corpo em chamas. E sinto teu desejo crescendo sob a roupa. Viro-me e nossos olhos desafiam-se antes do beijo. Devoramo-nos promíscuos. Nus, então, nos penetramos.
Somos suor e gemidos. Ardente destino o nosso: presa e predador. Sou-lhe entregue, sou banquete... Ei de fartar-te os apetites. Palita os dentes com meus sonhos e arrota os meus medos.... Quero apenas gozar neste deleite...

Angel

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