quarta-feira, 12 de julho de 2017

Trevas

Sempre há de parecer certo sucumbir aos desejos insanos de meu coração. 
Tarde da noite trafego insone a procura de inspiração. 
A rasgo a dentadas nas madrugadas em busca de essências.
Não oro, nem choro, mas me corto. A dor que se parte reparte-me entre sentires que viram sangue e de sangue vertem versos. 
Se houver condenação que seja pela vírgula mal colocada separando verbo e sujeito.
Mas nunca me condene por me sujeitar ao verbo.  
Já que cavalgo tão solitária entre as brumas deixa-me delirar... Deixa-me delirar e despencar suavemente neste abismo que eu sou...

Angel

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