sexta-feira, 6 de janeiro de 2017



Não serei tua
Já que não és meu
Serei um pouco de cada homem
Me partirei em mil pedaços e me darei aos lobos famintos.
Nunca serei tua completamente. E nunca deixarei de ser tua por um segundo se quer.
Mas serei tua aos cacos, aos bagaços do que sou.
Porque me destes apenas restos quando eu te dei todo meu amor.

Angel.

De quatro

De quatro pra ti me coloco no ato
Assim que me olhas, me perco de mim
Somos dois safados, nos merecemos.
E nunca teremos qualquer perdão.
Te lambo vadia. Me comes glutão.
Não temos recatos, nem temos pudores.
Vivemos de amores como vivem de pão.
Gostamos assim, sendo diferentes de todas as gentes cheias de direção.
Nos damos na cama, no chão, na poesia,
pois nossa verdade é cheia de tesão.
Estamos sempre juntos, mesmo separados, fomos condenados a solidão.
E mesmo escravos do estarmos sós
 não há nada em nós além do nosso segredo

Angel

Breja

Gostaria deveras estar tragando cevada maltada fermentada regada a alcool e profanamente gelada num  recinto com mesa de lata, copo americano levemente encardido. Falando de coisas absolutamente fundamentais, como a poesia...

Angel.

Netflix

Noite escura
Solidăo/ netflix
Há, no ar, um 
cheiro de adeus
   Vou-me
      Não sei da minha hora
         Ninguém sabe
             Só sei desse silêncio
                   Que grita em mim
                     Que nunca se cala...

Angel

Contraditória



Não sei porque às vezes fico triste,
 mesmo quando tudo esta bem.
Não sei porque tem dias que sinto medo, mesmo segura.
Não sei porque estou fraca, sendo forte. 
E sendo tão forte, sou frágil. 
Sendo frágil, temo.
Então, quero me abrigar em  abraços que às vezes me apertam demais. Que me sufocam.
Por isso, às vezes, eu digo sim para os nãos que diria se eu soubesse o quanto sou forte.

Angel