sábado, 7 de janeiro de 2017

Eu

Bebo vinho
Como quem bebe almas
Leio livros
Como devoram hambúrgueres
Escrevo poesia
Como quem fode por amor

Angel

Alvorecer



Me imponho a tola solidão dos meus medos
Coroada pela triste insanidade destes dias
As pessoas, feito formigas, se aglomeram
Desesperadas por um grão de açucar.

No céu sem nuvens de brancura doentia
Deito-me no chão e observo
A escuridão me cheira, me ronda
Chegará em breve

É fim de tarde no meu coração...

Angel.