segunda-feira, 16 de janeiro de 2017



Tu me diz que sou tua
Enquanto coloca o chapéu e sai de casa.
Vai para os bares jogar, beber, foder outras mulheres.
Eu fico absorta em minha dor a tua espera.
Meus olhos já choraram tanto que não tem mais pranto
Na madrugada o sono e o cansaço me fazem adormecer mesmo no sofá.
A sombra de nosso amor rasteja em torno.
Acordo com a porta sendo destrancada. 
Tu chegas como se sempre estivesse ali. Me abraça. Me beija como se fosse o primeiro beijo. 
Olha nos meus olhos e sinto outros perfumes misturados ao alcool.  Diz;
- vamos para cama, minha menina?
E me puxa de leve. Deixo me ir tão tua. Tão entregue.
Nada mais doi. Fazemos amor até o sol nascer.

Angel

Bipolar




Sou duas em uma
Sou a dama no dia a dia
Respeitada, venerada
Cortejada pelas beiradas.
Mas nas madrugadas
Sou tua vadia
Despeitada, escandalosa, enciumada.
Mais vagabunda que meu vagabundo porque reclamo mas não me desfaço deste laço imundo.
Eu tenho correntes
Ninguém as vê.
Me prendestes, me prendeste.
Sou completamente entregue a você.
Sujo amor. Rastro de lama. 
Puro na verdade. Sem vergonha
Fora da realidade. Nossa alucinação.
Sou o seu segredo. Éd minha perdição

Angel.

Guerra



Vamos guerrear?
Desembanha tua lança 
e se lança sobre mim.
Nosso coito. 
Nossa fome 
um do outro 
não tem fim .
Vagabundo,
 morto de fome,
 me despe,
 me come 
sem educaçao.

Porra, eu quero que gozes
Transbordes e derrame-se em mim.
Foda-se junto comigo
   na cama, 
        na mesa 
             e na rua, enfim.
Que nos fodamos
 em toda parte, 
principalmente 
na Arte que geme pra mim.
Gozemos na cara
 das gentes que riem
 sem dentes e pregam o fim. 
Nos despudores dos versos
Nas labaredas deste amor
Trepemos com a poesia
E que a foda seja com dor

Angel.

Beijo



Teus beijos
Meus lábios
Encaixe perfeito
Atalho
Pro coito
Desejo
Do enlace
Dois corpos
Num só
Orgasmo

Angel.

Paixão



Porque teu olhar parado
Me pega de jeito? Me bota tarado?
Eu aqui todo malandro
Vagabundo ladrão de coração
E tu aí dama menina completamente nua
 usando a poesia de adorno. 

Não sei porque brincadeira do destino
Meu caminho foi cruzar com o teu
E agora tô feito moleque quando se apaixona pela primeira vez
Correndo atras de ti por cada rua ou viela
E tu, menina, só pensa em teus versos.

Não sei o que tu fizeste
Que espécie de bruxaria pusestes em teus poemas que me deixaram assim de quatro 
Implorando por teu amor..

Angel

Entrega



Vou me dar para você
Como ninguem deu
Vou me expor
Me entregar
Me ajoelhar

Serei a menina
que você sempre
sonhou em possuir
Serei a mulher
 que você nunca teve

Entregue à exaustão
Que seja a noite toda
Amor, suor, desejo
Nos esfolaremos

De quatro
De fato
Quero ficar
De quatro
No ato
Eu vou
me postar
De quatro
É contrato
Eu vou me entregar

Trepar com você
Gozar com você
Gemer com você
E finalmente
Adormecer exaurida
Ao seu lado

Angel

Bocas

Tua boca
E minha boca
Nossas bocas
Uma na outra
Não são mais bocas
São boca braços mãos
São coração

O calor que se fez
no roçar de nossos corpos
Fricção, fusão,   fundição
dos elementos
que uno se tornam

Tua boa e minha boca
(Se enroscam
Se confundem)
Uma só boca
Uma só língua
Único pulsar

Desnuda-me com teus lábios
Cobre-me com teus beijos
Aquece-me com teus lábios
Mata-me de desejo.

Feliz dissolverei meu eu no teu...
Não mais bocas
somente almas
em combustão

Angel.

Sumissão



Me insinuo, me entrego
Sou tua e ardo no inferno
De pertecer mais a ti que a mim
Não há em meu poema  um só verso
Que não seja o desespero
 desertico de te amar 
Sabendo que não és meu. 

Tens um coração puto.
Esta sempre por aí a roubar paixões.
Sei que vou me ferir
Eu sei
Eu sei que me sentirei 
a mais suja das criaturas.
Mas volto pra você toda 
vez que me chama

Pede que eu seja, enquanto não és.
Sangro desejo por ti
Me fodo em fogo e tesão
Enquando o que ganho
 de ti é desprezo e enganação.
Mas mesmo assim sou tua
O tempo todo e completamente.
Sou tua na poesia, na cama, 
na solidão (que nós dois carregamos escondida)

Angel