sábado, 28 de janeiro de 2017

Ando longe da paz poética
Na labuta louca dos assalariados
Mas a poesia que não vira prosa
Ainda mora dentro de mim.

Por isso, ando apreensiva
Vou morrer doente com
Todos estes versos presos
Num ventre pronto para parir.

Angel.

Angel



Eu sou do signo do sol
Meu elemento é fogo
Sou canibal/Sexual/Anormal
E estou perdida
Completamente perdida
Dentro da minha cabeça
Tenho passos tropegos de bebado
E mãos tremulas do parkinson
As lembranças foram apagadas por
meu cérebro me protegendo da tristeza

Por isso
Eu queimo
Eu fodo
Me procuro
Me apoio em muletas
Escrevo poemas
Por isso, esqueço
e choro escondida
na madrugada.

Angel.