terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Carnivale



Brincamos de amor a noite inteira 
pulamos carnaval em volta da fogueira
 Você era Sininho eu era Peter Pan
Você é minha Jane eu  seu Tarzan
E foram três dias de pura Folia
E foram três noites de muitas alegrias

Brincamos de amor a noite inteira 
pulamos carnaval em volta da fogueira
 mas daí chegou a quarta- feira e 
de Cinza Ela sujou a nossa fantasia

E você foi embora me deixando a agonia 
agora eu não brinco mas o carnaval
Eu sambo o meu samba que é atemporal

Não quero mais brincar de amor
Não, não quero mais saber da dor
Cansei de me queimar nessa fogueira
 e acabar em cinzas numa quarta-feira... 

Angel.

Sartreando



Você olha para mim
Como se fosse salvá-la
Seus olhos gritam sua solidão
Antes que a noite tenha fim
Preciso avisá-la
Sou eu a própria danação

Aquele que caminha delirante
Entre a loucura e a sanidade
Sou o perdido, o errante
Feito cavaleiro andante
Meio Quixote, meio Sade


Bailo indecifrável pelo salão
Ninguém jamais tocou
Este velho coração
Por isso vou rimando
Devassidão e castidade
como se passar pela vida
Fosse dançar num grande baile

Ah, menina! Preciso que saiba
Prezo com apreço a liberdade
E a ela eu vou lhe condenar
Mas, se mesmo sabendo disso tudo,
Ainda assim, quiser um beijo
Não desprezarei nosso desejo

Prometo guiá-la pela estrada da perdição
Dar-lhe ei a intensidade de uma noite
A dor do nunca mais e a sua alforria

Ah, menina! Você há de saber
(depois do nosso beijo)
O quanto vai valer
A dor e a delícia de se pertencer.

Angel