segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Amor

Meu doce e proibido amor
Choro tua ausência quase estranguladora
Choro nosso desejo impossível
Choro teu abraço improvável
E o gosto de teu beijo invisível...

Meu doce e proibido amor
Não me peça pra explicar
Porque se eu tiver que traduzir
Nós dois vamos chorar, eu sei

Sei que andou me procurando
Em outros braços
Que tropeçou e em outras camas
Perdeu o teu compasso
Mas nossa música nunca se perdeu
Você é melodia, os versos sou eu

Meu doce e proibido amor
Que azar o nosso não nos pertencermos
Que tristeza nos braços um do outro
Não amanhecermos...

Angel.

Amor

Deixa-me ser tua sem ser.
Ser o sonho de tua noite
O primeiro pensamento em teu amanhecer
Quero ser o pão que devora
E a faca faminta que o corta ao meio.
Quero ser o calor do meio dia
E o frescor da brisa que te refresca
Quero que estendas a mão e me toque sem eu estar.
Quero ser tua sombra ao sol e tua luz na escuridão...

Angel

Corte

Hoje quero a lâmina mais fina a traçar o seu bailado lírico sobre minha  pálida epiderme.
Que seja suave e sangrado manchando de carmin o meu leito dourado.
A dor desfilando ligeira sobre a carne, traçando retas, encurtando metas. 
Usurpar o que é sagrado. Ter os olhos selados pelo beijo maldito.
Hoje eu preciso silenciar todos os gritos dentro da minha cabeça...

Angel.